Sobre o "Blog do Super Rodrigão"

*** O "Blog do Super Rodrigão" foi criado e editado por Rodrigo Francisco Dias quando de sua passagem como professor de História da Escola Estadual Messias Pedreiro (Uberlândia-MG). O Blog esteve ativo entre os anos de 2013 e 2018, mas as suas atividades foram encerradas no dia 27/08/2018, após o professor Rodrigo deixar a E. E. Messias Pedreiro. ***
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domingo, 9 de agosto de 2015

[Seção dos Alunos]: Conteúdo de História inspira desenhos de aluna

Muitos são os talentos dos nossos alunos. Enquanto uns possuem uma facilidade muito grande para se expressar oralmente, escrever, tocar instrumentos musicais, dançar, cantar, etc., outros possuem um enorme talento para desenhar. Este é o caso da aluna Monize de Paula, do 2°E (2015), que se inspirou nos temas estudados no 2° bimestre para fazer alguns desenhos. Confira abaixo:

Napoleão Bonaparte, por Monize de Paula (2015).


Mineração, por Monize de Paula (2015).


Negra do tabuleiro, por Monize de Paula (2015).

quarta-feira, 15 de julho de 2015

[Seção dos Alunos]: Paródias Históricas

No 2°Bimestre de 2015 foi pedido aos alunos que eles produzissem paródias musicais sobre os temas estudados. Mas não bastava elaborar a paródia, era preciso também produzir um vídeo onde os estudantes estivessem cantando a canção. Alguns desses vídeos ficaram muito legais e vieram parar aqui na nossa Seção dos Alunos. Confira abaixo:

Paródia produzida por alunas do 2°A.


Paródia produzida por alunos do 2°B.


Paródia produzida por alunos do 2°B.


Paródia produzida por alunos do 2°B.


Paródia produzida por alunos do 2°B.


Paródia produzida por alunos do 2°C.


Paródia produzida por alunos do 2°D.


Paródia produzida por alunas do 2°D.


Paródia produzida por alunos do 2°F.


Paródia produzida por alunos do 2°F.


Paródia produzida por alunos do 2°G.


Paródia produzida por alunos do 2°H.


Paródia produzida por alunos do 2°H.


Paródia produzida por alunos do 2°H.


Paródia produzida por alunos do 2°H.


domingo, 10 de maio de 2015

Napoleão Bonaparte em algumas imagens

Muitos pesquisadores têm se dedicado a estudos sobre as relações entre História e Imagens. De fato, existem imagens que nos fazem pensar a respeito de uma série de questões ligadas a determinado momento da História. Quando o assunto é o Império Napoleônico, não há como não mencionarmos uma série de imagens que nos ajudam a entender o processo de ascensão e queda de Napoleão Bonaparte.

Tendo centralizado o poder em suas mãos, Bonaparte procurou controlar as críticas ao seu governo com base na experiência ocorrida durante a Revolução Francesa, quando as artes tiveram grande papel na desestabilização do Antigo Regime. Diversos escultores e pintores, no período napoleônico, retratavam temas ligados às conquistas do imperador e à mitologia greco-romana. Um destes artistas foi Jacques-Louis David (1748-1825), pintor oficial de Napoleão. Em seu famoso quadro intitulado Napoleão cruzando os Alpes (1801), David pintou Bonaparte como um herói solitário e invencível, que enfrenta o vento e o frio montado em seu cavalo branco. Com a mão direita, Napoleão aponta para a frente e para o alto, como se estivesse indicando um futuro de glórias. Alguns dos soldados de Bonaparte podem ser vistos ao fundo da imagem (Figura 1).

Figura 1 - Neste quadro todos os elementos que compõem o cenário colaboram para uma representação positiva de Bonaparte. O cavalo sobre o qual Napoleão está montado é forte, vigoroso e está em posição imponente, empinando. Em pose heroica, Bonaparte aparece usando uma roupa brilhante. A paisagem ao seu redor confere ao conjunto da obra uma atmosfera de grandeza.

É preciso dizer que Jacques-Louis David pertenceu ao clube dos jacobinos e sua arte serviu aos ideais republicanos. Com o fim da República, foi preso e se afastou da política. À época de Napoleão, retornou à cena artística como pintor oficial da corte. As formas simples e austeras do período revolucionário deram lugar à pompa e ao requinte da época do Império. Na obra Consagração do Imperador Napoleão e coroação da Imperatriz Josefine (1805-1807), David procurou fixar o exato momento em que Napoleão, de costas para o papa, está prestes a coroar sua esposa Josefina, que aguarda ajoelhada (Figura 2). Vale lembrar que, naquele dia 2 de dezembro de 1804, na catedral de Notre-Dame, em Paris, Napoleão tornou-se imperador dos franceses, tomando a coroa real das mãos do papa, que celebrava a cerimônia, e coroando a si mesmo.

Figura 2 - Neste quadro, o pintor Jacques-Louis David elaborou uma composição monumental que reúne mais de 200 figuras e foi inspirada na cena da Coroação de Maria de Médici, pintada por Peter Paul Rubens. No quadro de David, à direita do papa, aparece o cardeal Giovanni Caprara. À sua esquerda, o cônsul Charles-François Lebrun usando um manto roxo bordado a ouro, segurando na mão esquerda um bastão encimado pela águia imperial. À direita de Lebrun, o chanceler Jean-Jacques-Régis de Cambacérès, de perfil, segurando a mão da justiça, e ao lado dele, marechal Louis-Alexandre Berthier segurando a almofada com a esfera imperial. A distribuição dos personagens segue uma ordenação de importância, que é destacada pelas gradações de cor e luz. David distribuiu os grupos com jogo de luz e foco nas cenas principais, diminuindo até a escuridão à esquerda. Casal imperial, papa, cardeais e marechais estão em plena luz enquanto os cortesãos e os irmãos estão na sombra. Madame de La Rochefoucauld e Madame Lavalette, damas de honra, carregam o pesado manto da imperatriz.

Outra representação de Napoleão como imperador foi elaborada pelo pintor Jean-Auguste-Dominique Ingres (1780-1867). Datado de 1806, o quadro Napoleão I no trono imperial também mostrou Bonaparte de maneira magnífica (Figura 3).

Figura 3 - Neste quadro, Ingres retratou Napoleão como um ser quase divino, coberto por um manto de veludo e tendo a cabeça cingida por uma coroa de louros. O cetro, símbolo do poder imperial, está sendo segurado pela sua mão direita.

Imagens como as reproduzidas acima lograram êxito em representar Napoleão Bonaparte em todo o seu poder. De fato, o Império Napoleônico, em seu auge, dominou diversos territórios no continente europeu durante o início do século XIX. Todavia, o Império de Bonaparte não duraria para sempre e, sobretudo após os acontecimentos da "Campanha da Rússia", Bonaparte passaria a vivenciar um processo de declínio de seu poder político. Em 1848, vários anos após o fim do Império Napoleônico, o pintor Paul Delaroche (1797-1856) produziu um quadro intitulado Bonaparte cruzando os Alpes que mostra Napoleão de uma maneira bem diferente (Figura 4).

Figura 4 - No quadro de Delaroche, Napoleão aparece de maneira bem diferente se comparado ao modo como foi retratado por Jacques-Louis David na Figura 1. No quadro de 1848, o cavalo sobre o qual Bonaparte está montado é um animal fraco, em posição combalida. Napoleão está curvado, como se estivesse cansado, e veste uma roupa simples e amarrotada. A paisagem é opressiva, e nela temos a presença de pessoas a pé, em aparente dificuldade de locomoção. Delaroche pintou o seu quadro muitos anos após a deposição do imperador, quando seus opositores podiam exprimir-se livremente.

Como se vê, a partir das imagens acima é possível pensarmos sobre a ascensão e o fim do Império Napoleônico!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Napoleão invade a Rússia! - O que a Literatura e a Música podem nos dizer?

No início do século XIX, no contexto da expansão do Império Francês sob o governo de Napoleão Bonaparte, a chamada "campanha da Rússia", episódio que significou a tentativa de Bonaparte de invadir e dominar a Rússia, acabou se revelando um momento importante na história das guerras napoleônicas. De fato, a tentativa de Bonaparte de dominar a Rússia foi algo muito ambicioso e que, com o desenrolar dos acontecimentos, acabou sendo também um desastre para as tropas francesas.

É interessante observar que o campo das manifestações artísticas nos oferece uma oportunidade de aprendermos um pouco mais sobre o episódio.

No que diz respeito à literatura, o escritor russo Leon Tolstoi (1828-1910) escreveu o romance Guerra e Paz, no qual descreve a sociedade russa do século XIX e narra a invasão da Rússia pelo exército de Napoleão Bonaparte. Leia abaixo um trecho do livro:

"Todos os historiadores estão de acordo em afirmar que a ação exterior dos países e dos povos nos conflitos que os dividem traduz-se por guerras e que, em consequência do maior ou menor sucesso militar, o poder militar dos povos e dos países aumenta ou diminui. [...]

Um exército ganha uma batalha e imediatamente os direitos do povo vencedor aumentam em detrimento do vencido. Um exército sofre uma derrota e logo, em proporção a essa derrota, o povo fica privado de seus direitos. E se a derrota for completa, a submissão também o será.

E sempre aconteceu assim (de acordo com o testemunho da História), desde os tempos mais remotos até nossos dias. Todas as guerras de Napoleão são a confirmação dessa regra. [...]

Mas de súbito, em 1812, perto de Moscou, os franceses conseguem uma vitória, Moscou é ocupada e depois, sem novas batalhas, não é a Rússia que deixa de existir, mas um exército de seiscentos mil homens e, logo após, a França napoleônica. [...]

Os historiadores franceses que descrevem a situação do exército francês, antes da saída de Moscou, afirmam que tudo estava em ordem no Grande Exército, com exceção da cavalaria, da artilharia e dos comboios, e que também lhes faltava forragem para os cavalos e o gado. A se acreditar nisso, a situação era irremediável, pois os camponeses dos arredores preferiam queimar o pasto para não entregá-lo aos franceses."

(TOLSTOI, Leon. Guerra e Paz. São Paulo: Círculo do Livro, 1974, p. 437-438. v. 2.) 


A "campanha da Rússia" idealizada por Napoleão Bonaparte e o posterior fracasso francês também inspiraram o compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky a compor a sua famosa Abertura Solene para o Ano de 1812, ou, simplesmente, Abertura 1812. A obra orquestral foi composta em 1880 e comemora o fracasso das tropas de Napoleão Bonaparte na tentativa de invasão à Rússia. É interessante notar que a Abertura 1812 representa musicalmente o embate entre França (representada pelo tema de La Marseillaise, hino da Revolução Francesa) e Rússia (representada por fragmentos de música russa, como o hino czarista "Deus salve o Czar").

Clique aqui para ouvir a Abertura 1812.

O romance Guerra e Paz e a música Abertura 1812 são, como se pode ver, não apenas impressionantes manifestações artísticas, mas também documentos históricos que nos permitem entender como o episódio da "campanha da Rússia" foi representado.

O Império Napoleônico

LEMBRAR os problemas econômicos, políticos e sociais que existiam na França durante o período do Diretório (fim do século XVIII). Foi em tal contexto que o general Napoleão Bonaparte ganhou destaque no cenário francês, especialmente por conta das vitórias militares do exército francês contra as tropas de outras nações europeias que ameaçavam a França. Tornando-se uma figura popular, Bonaparte ascendeu politicamente e chegou ao poder (o Golpe do 18 Brumário).

No governo de Bonaparte uma nova Constituição foi redigida (1799). Napoleão recebeu o título de "primeiro-cônsul" da França. Houve um conjunto de reformas para recuperar a economia e as instituições. O Estado francês procurou se reaproximar da Igreja Católica. Napoleão procurou estimular a industrialização do país, criou o primeiro banco nacional francês, incentivou um programa de obras públicas (urbanização de cidades, construção de estradas e portos) para gerar empregos e também anistiou os nobres que haviam se exilado no exterior. O sistema de cobrança de impostos foi reorganizado, uma nova moeda - o franco - foi criada e houve também reformas educacionais.

Importante medida foi a elaboração do Código Civil Francês, também chamado de Código Napoleônico, instituído em 1804. O código era um conjunto de leis inspirado no Direito Romano que consolidou as conquistas burguesas da Revolução Francesa e acabou com os resquícios feudais da sociedade francesa. O código garantiu o direito de propriedade, proibiu a organização de sindicatos de trabalhadores, definiu a igualdade de todos perante as leis, restabeleceu a escravidão nas colônias francesas. Boa parte dos quase 2000 artigos que compunham o código abordava a questão dos bens particulares. O código reforçou a autoridade dos maridos e pais sobre as esposas e os filhos, tendo inspirado outros códigos na Europa e em alguns estados norte-americanos.

Em 1802 Napoleão recebeu por meio de um plebiscito o título de cônsul vitalício. Já em 1804, também por meio de plebiscito, houve o fim do chamado Consulado e a transformação da França em Império. Bonaparte recebia assim o título de Imperador. Tal acontecimento marcaria o início de um processo de expansão territorial por parte da França, que anexou a República de Gênova em 1805. Nos anos seguintes, outros territórios europeus foram conquistados pela França, ou ficaram sob a influência do império francês. Napoleão declarou extinto o Sacro Império Romano-Germânico e o substituiu pela Confederação do Reno. Entre 1806 e 1810, Napoleão Bonaparte colocou e manteve seu irmão José Bonaparte no governo do Reino de Nápoles, na Península Itálica. Luís Bonaparte, outro irmão de Napoleão, assumiu o governo dos Países Baixos (Holanda).

Apesar da expansão territorial do império francês, a Inglaterra continuava sendo a maior rival da França, afinal, os ingleses tinham uma poderosa frota naval. No intuito de enfraquecer economicamente a Inglaterra (que já era uma grande potência industrial naquele período), Napoleão proibiu as nações europeias de fazerem comércio com os ingleses. O país que não participasse do chamado Bloqueio Continental seria atacado pelo exército napoleônico. O objetivo de Bonaparte era deixar a Inglaterra vulnerável militarmente a partir do impacto econômico. Portugal e Espanha negaram-se a aderir ao Bloqueio e foram atacados. Fernando VII, rei da Espanha, foi destituído e em seu lugar assumiu José Bonaparte, o irmão de Napoleão que já governava o reino de Nápoles.

O Bloqueio deu prejuízos à Inglaterra. As exportações inglesas de têxteis, produtos de ferro e artigos oriundos das colônias britânicas, tais como o açúcar e o algodão, diminuíram.

A Rússia também foi prejudicada, pois o país exportava para a Inglaterra produtos voltados para a construção naval. Em 1811, o czar Alexandre I rompeu com o Bloqueio Continental e abriu os portos russos aos navios ingleses, o que fez Bonaparte declarar guerra à Rússia. A França organizou um exército de 600 mil homens que atravessou a Europa. Os russos evitavam combates muito diretos e atraíam os franceses cada vez mais para o interior, destruindo os campos cultivados e os abrigos por onde as tropas de Napoleão ainda iriam passar (era a tática da terra arrasada). Sem suprimentos, os soldados franceses morriam de fome. Em outubro de 1812, Napoleão decidiu retornar à França, porém, no caminho de volta o inverno russo castigou os franceses, que agora não morriam apenas de fome, mas também de frio. Apenas 100 mil combatentes franceses voltaram a Paris.

Após a derrota francesa, Inglaterra, Prússia, Rússia e Áustria se uniram para atacar a França. Em abril de 1814, Napoleão abdicou do trono e foi enviado para a ilha de Elba, localizada entre a península itálica e a ilha de Córsega. Luís XVIII - irmão de Luís XVI, o rei que foi guilhotinado durante a Revolução Francesa - foi conduzido então ao trono.

Representantes dos países europeus se reuniram no Congresso de Viena (setembro de 1814 a junho de 1815) para definir as fronteiras entre as nações europeias e restabelecer o equilíbrio europeu. Dois princípios básicos orientaram o Congresso: o da legitimidade (restauração das dinastias destituídas pela Revolução Francesa e pelo governo de Napoleão) e o do equilíbrio de forças entre as grandes potências (tentativa de evitar a hegemonia de algumas potências europeias). A Inglaterra ficou com a ilha de Malta (Mediterrâneo), o Ceilão (Ásia) e a Colônia do Cabo (África do Sul). A Rússia anexou a Finlândia e parte da Polônia. A Confederação do Reno foi desfeita e deu lugar à Confederação Germânica (39 estados, entre os quais Áustria e Prússia). A Península Itálica continuou fragmentada. Bélgica e Holanda uniram-se no Reino dos Países Baixos. Suécia e Noruega se fundiram. O Império Turco-Otomano continuou controlando os povos cristãos do sudeste da Europa. Por sua vez, as fronteiras da França voltaram ao que eram antes de 1792.

Durante a realização do Congresso, Napoleão fugiu de Elba e desembarcou na França com um grupo de seguidores, marchando em direção a Paris. Luís XVIII fugiu do país e Bonaparte retomou o poder. Contudo, o novo governo de Napoleão não duraria mais de 100 dias. A França foi mais uma vez atacada por Inglaterra, Prússia, Áustria e Rússia. Em junho de 1815, as tropas de Napoleão foram derrotadas na batalha de Waterloo, na Bélgica. Bonaparte foi enviado para a ilha de Santa Helena, no oceano Atlântico, onde morreria em 1821. Na França, Luís XVIII foi reconduzido ao trono.


IMAGENS DE NAPOLEÃO BONAPARTE



A imagem acima é uma reprodução de Napoleão cruzando os Alpes, famoso quadro
do pintor francês Jacques-Louis David, datado de 1801. No quadro, Bonaparte
aparece como um herói solitário e invencível, que enfrenta o vento e o frio montado em
seu cavalo branco. Com a mão direita, Napoleão aponta para a frente e para o alto, como se
estivesse indicando um futuro de glórias. Alguns dos soldados de Bonaparte podem ser
vistos ao fundo da imagem.



Já esta imagem é uma reprodução de Napoleão I no trono imperial, quadro de Jean-Auguste-Dominique Ingres, datado de 1806. Bonaparte é representado aqui como um ser
quase divino, coberto por um manto de veludo e tendo a cabeça cingida por uma coroa de
louros. O cetro, símbolo do poder imperial, está sendo segurado pela sua mão direita.